segunda-feira, 5 de julho de 2010

O CONTROLE SOCIAL DE DILMA


Dilma Roussef e o PT, juntamente com o Forum de São Paulo, Chávez, Morales, Kirschners, Ahmadinejads e outros tantos "democratas" desejam implantar um tal de "controle social" da mídia no Brasil. Já tentaram, não conseguiram e tentarão de novo, se nós deixarmos (a Câmara e o Senado topam, se o negócio for bom). Para os petistas, controle social significa o governo controlando setores. A mídia, para este grupo, é um setor que precisa urgentemente de "controle social".
Primeiro, vamos ao nosso amansa-burro digital, o bom e jovem Google. Coloque lá "o que é controle social" e verá várias definições. A mais comum é a seguinte:
O Controle Social é a participação da sociedade civil nos processos de planejamento, acompanhamento, monitoramento e avaliação das ações da gestão pública e na execução das políticas e programas públicos. Trata-se de uma ação conjunta entre Estado e sociedade em que o eixo central é o compartilhamento de responsabilidades com vistas a aumentar o nível da eficácia e efetividade das políticas e programas públicos.
Veja lá, caro leitor, o que REALMENTE significa controle social. Trata-se de um controle POR PARTE DA SOCIEDADE e não de governos. Trata-se da SOCIEDADE CONTROLANDO GOVERNOS, GESTÕES PÚBLICAS e não de governos controlando gestões privadas.
Assim, meu caro leitor, sempre que você ler que Dilma e o PT desejam o tal "controle social da mídia", entendam que desejam, na verdade, amordaçar, calar, ameaçar, subjugar, cabrestar, intimidar e fazer com que se divulguem apenas notícias de interesse "da sociedade". Que sociedade é esta? A deles! A sociedade deles já produziu mensalão, dólares em cueca, aloprados e outros tantos "descontroles".
Na verdade, precisamos controlar socialmente este governo Lula e o PT. O TSE não tem pulso firme para isto e só o que fazem é soltar multinhas por propaganda eleitoral antecipada. O STF está loteado por petistas e o judiciário, como sempre, aderna e faz parecer que não é com ele. O poder legislativo é um fiasco, um balcão de negócios tão limpo quanto um aterro sanitário dos grandes. O que fazer, então?
Votar em qualquer um, menos em alguém que propõe controlar os outros sem controlar a si próprio. Mas vote em alguém de quem se poderá cobrar as promessas depois. A turma do PT já provou que para pagar é ruim. Mas pra receber...

Médio, mediano, medíocre




Ainda bem que não tivemos de engoli-lo. Já pensou ter de engolir Dunga, depois de tanto futebol médio, jogadores medianos e final medíocre? O que poderia ter ocorrido de pior, por mais que paradoxal, seria a seleção brasileira ter vencido a Copa do Mundo. Não venceu. É claro que todos queríamos que ela vencesse, mas não se pode confundir as coisas. O que resulta desta aventura anã, protagonizada pelo rabugento técnico da seleção, é um conjunto de lições e de aprendizados que não devem se aplicar somente ao futebol e sim a todo um contexto nacional.

Primeiro aprendizado: Tudo em excesso é ruim. Disciplina em excesso, poder em excesso, mau humor e falta de educação em excesso. Alegria demais também é prejudicial, assim como a falta total de organização. O que fica para aprender é, portanto, que o equilíbrio nem sempre é resultado de "gestão" e sim de bom senso, de prudência, de aceitação da imperfeição e da melhoria do que favorece a busca pelo que há de melhor. Dunga foi um disciplinador excessivo, um turrão briguento e mal-criado e, diante deste perfil autoritário e desaforado, ainda bem que perdeu (já pensou se este comportamento vira modelo perto de eleição?).

Segundo aprendizado: Não se deve abrir mão de talentos verdadeiros, mesmo que sejam "menos obedientes". O "processo de gestão" de Dunga foi o de nivelar pelo médio (autoavaliação?) e não pelo topo. Jogadores obedientes que erraram passes, gols, cavaram cartões amarelos e expulsões deram a tônica de uma maneira de gerenciar que tinha mais a ver com uma fábrica de segunda categoria e menos com um time de futebol em Copa do Mundo. Talento é talento, senhor Dunga. Se o senhor não gosta muito de trabalhar com gente muuuito melhor do que o senhor, então saia de lado porque NADA segura o talento. Ditadores, egocêntricos e obnubilados, a estes sim lhes prejudica o talento alheio.

Terceiro aprendizado: Verdade não é uma só e jamais possuirá dono. E a verdade é que o time do Brasil na Copa era mediano. Melhorá-lo seria uma função direta e simples do entendimento de que poderia ter sido melhorado mais a singela constatação de que – sim – isto seria perfeitamente possível. Havia alternativas clamadas pela população curtidora de futebol e também apontadas por cronistas esportivos de todo o país. Os autocratas, no entanto, colocam-se acima da verdade, condenando opiniões contrárias, principalmente da tal "mídia", esta instituição nefasta que sempre acaba assombrando os néscios e obtusos.

Não ganhamos a Copa. Que pena.

Não tivemos de engolir Dunga. Ainda bem!

Eu realmente acho que o Brasil, afinal de contas, acabou ganhando esta partida.

sábado, 19 de junho de 2010

Telefunken Generation


Televisão é imagem. Quer outra? Beleza é fundamental. Mais? A velhice é uma merda. Chega? Chega. Em resumo, tem horas em que as pessoas que fazem televisão deveriam tomar para si a responsabilidade de mandar algumas celebridades mais cedo para casa, de modo a não tomarem a friagem. Isto no RS é algo que dificilmente acontece. Existem alguns bons motivos.
Há mulheres bonitas que apresentam programas de TV no Rio Grande do Sul. E há chefes de programação que apoderam-se platonicamente de suas apresentadoras. É uma espécie de Síndrome de Hebe Camargo. Em todos os canais, pessoas que eu já manjava quanto assistia ao Portovisão continuam no ar. A tia do Capitão Asa ainda apresenta programa de TV por aqui. Isto é incrível! Se fosse no rádio, tudo bem. No jornal, idem. Agora, na televisão?
No nosso não menos velho e querido rincão, há outro problema. Tem vezes que a apresentadora é filha de alguém, esposa de alguém, isto quando não filha de Mateus e mulher de César ao mesmo tempo. Isto garante que, para fins de segurança política, a provecta moçoila fique no ar enquanto desejar, não importando se está 30 quilos mais gorda ou parecendo mais velha do que a Ritinha da TV Gaúcha.
Taí a Globo apresentando novos apresentadores e comentaristas, inovando pra valer, coisa que só o talento autoriza. O Thiago Leifert é um senhor apresentador e animador, assim como o outro carinha que comenta futebol com bastante propriedade, com maturidade intelectual evidenciada por uma calvície precoce que lhe permite cabelo apenas da metade da cabeça para trás (ou então a testa é que é imensa). Na Globo, a mulherada está na faixa dos 25 aos 35 anos, apesar de ter lá uma Ana Maria Braga que parece que tem o dobro da soma dos extremos da faixa média. Mas isto é por pouco tempo. Quando a Globo tiver pronta uma nova Xuxa, irá substituir a Angélica, que virou maquininha de fazer filho e anda tendo muita licença. Bonner e sua Senhôura já estão indo para o beleléu daqui a pouco. A Fátima irá para casa antes. Mulher mostra o tempo mais cedo, sabe como é.
A Bandeirantes também tem horas que parece uma casa de repouso eletrônica. O tal Canal Livre mais parece um Senil Livre e lá tem um sujeito que quando fala parece que engoliu um apito. Já o Sérgio Chapelin sempre nos faz manifestar surpresa quando aparece nas chamadas ou apresentando seu secular Globo Repórter: "Nossa, olha o Chapelin...ainda está vivo...".
É, minha gente. A TV não envelhece só nas marcas dos aparelhos. Tem gente no ar desde o tempo das Predictas, das Admiral Solar Color e das Colorado RQ, pensa não. O pessoal que fazia ponta nos filmes do Vigilante Carlos e o Lobo ainda está por aí, lépido e faceiro. Dizem até que alguns deles ainda pensam em "voltar". Cruzes.
Há muito tempo atrás, ouvi na Rádio Guaíba um comentário maldoso do Flávio Alcaraz. Ele disse "A RBS, dando continuidade ao seu Projeto Caras Novas, acaba de contratar Tânia Carvalho e Tatata Pimentel para a TV COM". O Flávio, por sinal, cobriu pela Guaíba a guerra de Secessão nos EUA, a dos Farrapos e a Guerra dos Mundos, de H. G Wells.
Agora, vamos combinar que beleza igual às das minhas "semper idems" Magda Beatriz e Vera Armando não é fácil de substituir. Espero, nem que seja apenas por um fetiche meu confesso, continuar a vê-las pelos próximos 50 anos, quando então elas estarão completando seus 75.
Meu programa de TV favorito? Pampa Show, com as Pampa Cats. Elas são deliciosamente debochadas e desinibidas, além de bonitas. A imagem do canal bem que podia dar uma melhoradinha. Quem sabe um dia... (vai a BG, entra com de vento empurrando um "tumbleweed" (aquelas bolas de palha do deserto que passam rolando numa paisagem desolada e sem esperança).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dilma, pânico na TV


Quem diria. O maior partido do país não tem uma candidata que consiga sequer elaborar um raciocínio simples sem gaguejar, patinar ou tastaviar diante das câmeras. Quem poderia prever que um partido como o PT, cheio de intelectuais, pensadores, artistas e expoentes políticos teria de entregar o continuum de seu poder a uma candidata que demonstra despreparo, esbanja despreparo e insiste no despreparo para enfrentar uma campanha política que vai comer seu fígado no café da manhã e sua autoestima no jantar.
Sabe aqueles filmes em que o sujeito aparece numa festa com a roupa rasgada? Aquela sensação de constrangimento que faz com que a gente troque de canal por pura vergonha da situação vexatória de uma personagem? Já sentiu pena de uma pessoa que está pagando o maior mico sem saber que está, tipo aquele seu amigo a quem deram um cigarro que explodirá na cara dele em alguns minutinhos? Pois foi a sensação que tive vendo a candidata do PT à presidência da república em mais de uma ocasião na tevê.
Tem gente preocupada com o nível da campanha, com as acusações, os dossiês, os escândalos, por aí vai. Este, felizmente, não será o tom. Tendo Dilma à frente, tudo deve acontecer, menos debate de candidatos ao vivo pelos canais de televisão. Programas obrigatórios gravados, tudo bem. Manifestações lidas, certo. Contudo, debates ao vivo, em rede nacional para todo o país, como diria o comercial do MasterCard, não terão preço. Nem será preciso relembrar o mensalão, os aloprados, a Norma Bengell. Bastará fazer uma simples pergunta e esperar pela resposta. Será pânico na TV em todos os canais, no primeiro e no segundo turno. Se o PT vir com dossiês e acusações bem a seu tipo, bastará uma entrevista da candidata para que o noticiário se encha de pauta e de constrangimento, de vacilações e de incompletudes. Tentando ser popular ao comer letras, plurais e infinitivos, Dilma engole raras idéias, conceitos e conteúdos. Será um deleite.
Entretanto, não admito que me acusem de preconceituoso. Não me importa se alguém não sabe ler ou escrever, nem tampouco acredito que um sujeito como Lula seja menos inteligente do que um Fernando Henrique. Cada um na sua, com seus defeitos e virtudes. Tenho preconceito é para com a mentira, a desfaçatez, a artificialidade de alguém tentanto ser quem não é. Tenho preconceito também, por outro lado, com pessoas que se finjem de idiotas, se finjem de imbecis, tentando me convencer de que o errado é o certo e de que um erro justifica e valida outro.
Arrematando e tentando ser sério: Não me agrada uma adversária que esteja despreparada. É como ver um Mike Tyson em suas últimas e lamentáveis lutas, na companhia solene e permanente da derrota. Se a candidata Dilma não puder ser o produto eleitoral, que seja Vana, que seja Estela, Patrícia ou Wanda. Qualquer um de seus avatares correrá melhor os páreos duros que terá pela frente.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O livro do Walmor


Li o livro do Walmor Bergesh, Os Televisionários. Gostei tanto que nem sei por onde começar a comentar. Acho que, primeiro, vou mencionar que o Walmor sempre foi um cara talentoso sob os mais variados aspectos. Não. Isto todo mundo sempre soube. Mas dá para começar dizendo que a história da televisão faz parte da história do Walmor. Ou será o contrário? Bem, de um jeito ou de outro, a televisão brasileira já tem mais de 50 anos de história, gente! Cinquenta anos! O Walmor deve ter começado por lá, então, com 6 ou 7 anos no máximo.
O livro é maravilhoso. Um relato despretencioso de cinco décadas de envolvimento com a televisão e seus grandes personagens, sejam eles técnicos, empresários, administradores, atores ou atrizes. Todos artistas, portanto, protagonistas de uma era em que se misturavam paradoxos como a ditadura e o afloramento da criatividade de pessoas que estão entre nós até hoje – e permanecem criativas! Uma época em que os desafios eram muito mais complicados, a tecnologia engatinhava e os talentos estavam apenas em amadurecimento. Que época! E quem diria que um cara como o Walmor, que sempre se preocupou em escrever o futuro, nos presenteasse com um requintado relato do passado.
Os Televisionários será um daqueles livros que os alunos dos cursos de comunicação serão obrigados a comprar, estudar e prestar provas. Perguntas do tipo "quem foi Sérgio Reis" cairão em provas de múltipla escolha e acertará quem mencionar o inovador homem de programação das TVs gaúchas e não o cantor sertanejo. Mais do que um verdadeiro testemunhal, o livro do Walmor Bergesh é uma delícia de se ler por conta dos personagens conhecidos, uns mais, outros menos, mas que fizeram parte do nosso cotidiano, nossa juventude dos anos 60 e 70, principalmente. Os mais jovens devem lê-lo para ter uma idéia de como se faz história de verdade, com H maiúsculo. E terão muitas idéias.
Compre, leia, doe, mas jamais empreste o seu livro. Pode até mostrar para seus amigos. Eles irão babar de inveja por sobre aquele papel majestoso, aquelas fotos brilhantes mescladas com textos com corpo de bom tamanho, bom espaçamento entre linhas e sem problemas de reflexo. Vênia aos livreiros, o livro é coisa de quem faz televisão.
Meus parabéns a quem incentivou o Walmor a botar para fora tanta coisa bacana. Afinal, ele bem que poderia estar fazendo qualquer outra coisa, passenando, lendo, assistindo televisão. Optou, contudo, por nos contar histórias. Meus parabéns, por fim, ao autor. Espero logo vê-lo ao lado do Jô Soares, contando algumas – poucas e boas – histórias do livro. E reitero meu agradecimento a ele pela soberba leitura (ainda que tenha ficado com inveja do Claro Gilberto), por ele ter compartilhado conosco esta saga formidável. Para aqueles que diziam que o Walmor era um cara acima de coisas e sentimentos mundanos, eis a grande e sensacional surpresa.
Ave Bergesh, o "switch master" dos televisionários.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

300 Milhas de Cuba




Depois das 500 milhas de Indianápolis, a "carrera" da vez são 300 milhas de La Habana. Lula vai mandar 300 milhões de dólares do meu bolso para Cuba. Fudel Castro poderia, pelo menos, mandar o valor de volta em Cohibas. Os meus podem ser robustos, obrigado.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Solidariedade: a maior vítima da corrupção




Nós, os brasileiros, somos também vítimas da tragédia do Haiti. A simples percepção de um engajamento tímido de nossa parte diante dos terríveis problemas do pequeno e miserável país da América Central é um fenômeno forte, um considerável abalo sísmico em nossa condição de brasileiros outrora solidários com nossos irmãos latino-americanos. Alguns podem discordar do que digo aqui. Estes, no entanto, deveriam dar uma pesquisada no imenso apoio dado pelos Estados Unidos, México, Canadá e por diversos países europeus.

Independentemente das somas em dinheiro ou das toneladas de comida ou de medicamentos, percebe-se claramente que o Haiti não nos tocou como poderia ter tocado. Os americanos fizeram programas de TV que arrecadaram milhões, realizaram shows emergenciais e colocaram toda sua força mobilizadora no ar, 24 horas por dia, movimentando toda a sociedade, suas celebridades, formadores de opinião e lideranças políticas. Ainda assim, foram criticados pelo excesso, por terem "tomado conta" do país destruído e seus 200 mil mortos. Nós, os nativos da pátria mãe gentil, pouco fizemos enquanto cidadãos. Discorde à vontade. Mas não se esqueça, no entanto, de ligar AGORA mesmo a CNN, a MSNBC ou a Fox para ver se eles não permanecem em campanha para ajudar o Haiti enquanto você lê estas linhas.

O que será que nos mantém anestesiados diante da catástrofe que acometeu os irmãos haitianos? Distância? Não. A distância de Honduras é menor e lá fomos abrigar um estabanado embrião de ditador em nossa própria representação diplomática. Não. A distância geográfica não nos impediu de interferir nos problemas hondurenhos, junto com a Venezuela de Hugo Chávez. A distância tampouco nos livrou de um fiasco internacional sem precedente. O que teria sido então? O idioma? Acredito que não. Por mais que os haitianos falem francês, nossas forças de paz (heróis brasileiros de verdade, como há muito não víamos) estão lá há um bom tempo, tendo conquistado os corações e mentes do povo com sua boa vontade e muito trabalho. Não foram a distância nem o idioma que falharam em nos sensibilizar.

Minha percepção é de que a corrupção sistêmica, generalizada e abundante que assola o nosso país está a enrijecer nossa alma, esfriar nossos corações e, o que é ainda pior, está tornando-nos indiferentes ao que acontece tanto no Haiti quanto em Angra dos Reis ou em Agudo. As mortes em São Paulo são relatadas nos jornais como "culpa do Serra". As mortes no Rio de Janeiro foram tragédias naturais, frutos dos desmandos da mãe natureza... Em ambos os casos, a busca precípua pelos culpados e pelos porquês das tragédias são mais importantes, editorialmente falando, do que auxiliar ou prestar solidariedade às vítimas.

A corrupção generalizada, o roubo de merenda escolar, a falta de segurança, dinheiro em cuecas e meias, mensalão do PT, dos mineiros e do DEM do Distrito Federal, os escândalos e mais escândalos que nos são presenteados todos os dias por nobres senadores, deputados, juízes e autoridades engrossam nossa sensibilidade, tiram o apuro de nosso afeto e destroem nossa solidariedade.

Nós somos um grande Haiti. Nossos abalos sísmicos são mais silenciosos. O epicentro é geralmente o planalto central e o número de vítimas incalculável. Os pontos na escala Richter dos nossos abalos morais e éticos são altos.

Quanto tempo ainda temos antes que nossa vergonha desabe sobre nós?