quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Supostos" e indiciados

Nos anos 70 e 80, apenas porque eu ainda me lembro, o “must” ainda era ser funcionário do Banco do Brasil. Salário dos melhores e garantia não apenas de total estabilidade, gigantescos benefícios e de polpuda aposentadoria. Depois o negócio era ser psicanalista. Grana gorda, consultórios com salas de espera cheias de “lôcos” como dizia o Analista de Bagé. Os tempos mudaram e até recentemente o grande negócio era ser político. Havia os que roubavam, é claro, mas eram poucos e raramente descobertos. O negócio era apenas se eleger e ter como meta a reeleição. Com a chegada do PT e as aulas magnas do mensalão, o grande lance virou ser “suspeito de desvio de recursos públicos”. Começaram a aparecer os primeiros novos-ricos oriundos de torrentes enormes de “supostos” agentes públicos em franco enriquecimento ilícito. Ser juiz caiu em desuso, já ser advogado da turma dos “supostos” virou uma mina de ouro. Lideranças sindicais e congêneres também ascenderam e inspiraram milhares, pois são muito bem remunerados e suas entidades mais ainda.
Hoje em dia, portanto, o bacana é ser “suposto” ou indiciado. Fulaninho está sendo acusado de ser o suposto mandante do esquema XPTO. Já Cicrano foi indiciado por peculato. Difícil dizer qual o mais chique. Muita gente bacana, bem conhecida, inteligente, com carrões importados e passaportes sem espaço nem para carimbo-flechinha de cartório, ou são ”supostos” ou são indiciados. E a moda começa a pegar, pois os benefícios são amplos: garantia de impunidade, certeza de defesa eterna em tribunais, crença absoluta no processo penal como redentor de todos os pecados (fenômeno também conhecido como caducidade ou decurso) e remuneração estratosférica livre de imposto de renda. Qual é a mãe ou o pai que não quer isto para seus filhos?
A dúvida que assola a sociedade brasileira é tanta que no popular adágio “o crime não compensa”, já vai ponto de interrogação ao invés do ponto final. O crime do colarinho branco é algo que não nos interessa mais enquanto notícia ou fato social. O que queremos saber agora é o quanto faturou Fulaninho ao ser considerado um “suposto” e quantas fazendas na fronteira Cicrano comprou até ser indiciado. Dizem até que algumas mães já fazem planos e justificam suas escolhas: -“Eu quero que o Olavinho seja indiciado, que é mais do que “suposto” e sem a encheção de saco, né?”.
Breve tratar-se-á de uma nova carreira universitária, também com suas cotas, a despeito do substrato ser o colarinho branco. O filho de Fulaninho entrará na faculdade e de lá sairá um “suposto”, com direito a toga e canudo. Para isto, é claro, terá de estagiar em alguma estatal e lá ser considerado “suposto” por alguma coisa. A pós-graduação do “suposto” será conquistar seu indiciamento. Para atingir tal meta, “suposto” transitará com apoio de veteranos. Em sua formatura, regada a muito champanha pago por algum empreiteiro, o pequeno gênio iniciará sua senda de realizações rumo ao futuro indiciamento - sonhado por mamãe - e as delícias que ele promete.
O Brasil dá bons exemplos a seus filhos e ao mundo. Por isto que o país é “supostamente” desenvolvido, “supostamente” justo e pelo jeito como tem sido governado nos últimos anos, haverá de se indiciado por estes crimes hediondos contra gerações inteiras.

Discussão errada, de novo

Meu faro sempre me alerta quando alguma história está mal contada. É quase como um sexto sentido, que todos temos em maior ou menor grau. Meu sexto sentido volta e meia faz acender uma luzinha que fricciona as preguiçosas células cinzentas de meu cérebro. Nada demais. Acontece todo dia quando abro as páginas de um jornal qualquer ou quando ligo o rádio na tentativa de escutar alguma coisa que valha a pena.
Há poucos dias, tomou conta dos debates o projeto – já aprovado por 26 a 24 na agora “protagonista” Assembleia Legislativa do RS – que tenta coibir o excesso de estrangeirismos no estado. Uns dizem que se trata de uma medida protetiva, importante e que resguarda a língua portuguesa das invasões bárbaras de neologismos e palavras desnecessariamente adotadas sem que se procure o “similar nacional”. Outros são mais diretos e objetivos: consideram a lei uma idiotice completa. Eu discordo de ambas as opiniões.
A diferença imensa entre as duas posições é, portanto, o que aguçou meu faro. Como é que pode um tema ser, ao mesmo tempo, tão simplório e tão controverso? Como é que 24 deputados votaram a favor de tamanha aberração? A resposta fui procurar fora do tema em si. Não há, de verdade, pessoas a favor de que se mantenha protegido o idioma pátrio. Há, isto sim pessoas que estão sempre atentas a qualquer oportunidade, qualquer possibilidade por menor que seja, para controlar o MEU, o SEU GRAU DE LIBERDADE. Este é o fulcro, o cerne, o “core” do tema. Se existe a possibilidade de exercer pressão e limitar liberdades individuais ou coletivas, lá estarão petistas, comunistas, socialistas e também ditaduras de toda natureza. Esta permanente “intentona” é regra em Cuba e na Líbia, foi utilizada com sucesso por nazistas sanguinários e por comunistas soviéticos.
No Brasil, já tivemos a oportunidade de conhecer as agruras e os constrangimentos impostos pela ditadura de direita. Nela, nem tudo podia ser dito e escrito. E quando dito ou escrito, as penas eram diretas e implacáveis. Em Cuba, há meio século, persiste um regime que pune até mesmo com a morte aqueles que não se submetem aos limites das liberdades individuais, de expressão e de imprensa.  Em ambos os casos, a busca por “similar nacional” aparece, seja para proibir ou dificultar importações, seja para coibir a disseminação de ideias e ideais. É disto que estamos realmente falando ao discutir a lei do anti-estrangeirismo.
Meu faro, no entanto, sossega em seguida. Minha racionalidade e meu bom senso vão saber sempre distinguir um Ghandi de um Ahmadinejad, um Chávez de um Mandela, um Martin Luther King de um Lênin, este último, por sinal, autor da frase “enquanto existir um estado, não pode haver liberdade; quando houver liberdade, não haverá estado”.
É no coração, na mente e na pena de Lênin que acreditam 26 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Battisti é Cosa Nostra


Se Battisti fica ou não, para o Brasil não muda nada. Os italianos ainda não entenderam que estão fazendo um risoto desnecessário, insistindo numa bobagem e reiterando um enorme erro de avaliação. Battisti é um assassino que porventura foi ativista político. Aqui, amigos do peito, como Tarso Genro e Marco Aurélio Garcia, o consideram refugiado e não um perigoso foragido.
E daí, pergunto eu e diversos italianos com um mínimo de inteligência?
Battisti aqui no Brasil poupa miles de liras para os cofres italianos. Não terão de processá-lo, alimentá-lo ou aguentar suas lamúrias enquanto estiver vivo. Battisti na Itália custará caríssimo para os "fratelli" e dará pano para manga para a imprensa italiana por anos. Se ele ficar no Brasil, livre e leve, será apenas mais um assassino solto, apenas mais um criminoso livre, somente mais um indivíduo altamente perigoso andando pelas ruas do Bexiga. O que querem, então, os italianos?
A Cesare o que é de Cesare. O Brasil é a terra de Battisti e Cesare Battisti será apenas mais um. Afinal, o dono da Gol não andou mandando matar uns que outros, inclusive o próprio genro (olha ele aí de novo...)? A nova presidente não foi membro de grupo terrorista? Não temos ministros que foram sequestradores de embaixador americano? Ora, vamos deixar de prolegômenos e não nos esqueçamos, antes de julgar os outros, de reconhecer as audaciosas biografias de alguns de nossos grandes líderes.
Se Battisti fosse apenas um Ronald Biggs da vida, aquele inglês que surrupiou uns tostões do trem pagador em seu país, o asilo estava garantido (como Biggs recebeu até que decidiu voltar ao Reino Unido e créu! cadeia). Até porque roubar, no Brasil, já não é mais crime e a regulamentação final foi uma espécie de Carta Magna da Impunidade que a turma do PT nos deixou.
Battisti deve ficar na sociedade com que mais ele se pareça. A brasileira é claro. Por aqui, Cesare poderá passear, receber benefícios como Bolsa "famiglia", fará três refeições por dia, terá direito a crédito consignado e outras benesses bem tropicais. Se decidir roubar, tudo bem. A gente perdoa tanta gente, porque não perdoar Battisti?
Agora, Battisti, só não vale matar. Mas se ele o fizer, ainda assim responderá pelo crime em liberdade (réu primário, certo?) ou terá de cumprir, no máximo mais seis anos de prisão, isto depois de 10 ou 15 anos de processo penal.
Italianos, irmãos queridos, não sejam assim tão portugueses. Pensem bem e esqueçam Battisti. Deixem-no em paz no seio de seus semelhantes. A "cosa" agora é nostra, capiti?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ambição e oposição


Alguns colunistas estão levantando bandeiras políticas que mais se parecem com gritos de alerta: Está faltando oposição no Brasil. Alegam que a falta de oposição remete o país a um futuro perigoso, onde o poder emana apenas do poder em si, o que, somado ao dinheiro, torna uma nação obesa mórbida, inerte e insensível ao coletivo. Eles estão com a razão.
Opor-se a algo, inicialmente, requer que haja um status quo que requeira ser alterado. Torço pelo Internacional e sempre farei oposição ao Grêmio pelo simples fato de que o time tricolor se opõe ao meu e deseja alterar o meu status quo de "Campeão de tudo". Se o Grêmio fosse um timeco de terceira divisão, o meu Colorado não teria o que temer além da obesidade, da enfadonha e recorrente senda de vitórias.
O adversário me mantém alerta e me faz cobiçar a vitória. Assim fez o PT durante muitos anos. Desempenhou uma oposição ferrenha, aguerrida, tendo como pano de fundo um conjunto de anseios da sociedade, vários desejos de mudança e de vitória. E ninguém personificou (e ainda personifica) esta volúpia desenfreada pelo poder como Lula.
Votar em alguém da oposição hoje em dia, pouco significa em termos de ambição social. Votar em Serra, Alckmin ou Aécio, depois de um governo liberalíssimo e ultra capitalista como o do PT, não sugere mudanças palpáveis ou perspectivas mais alvissareiras. A oposição se apresentou mais como algo nostálgico do que necessariamente inovador ou desejável. Enquanto o PT cresceu levantando bandeiras que representavam efetivos valores que a sociedade mais do que ansiava, a oposição veio me falar em mutirões, postos de saúde e moradias de terceira categoria. Porque devo alterar meu voto? Esta foi a pergunta que o povo fez e a oposição não respondeu.
Fazer oposição política é, portanto, perceber valores e capitalizar desejos e ambições sociais. Tirar milhões da miséria, o que sabemos ser uma história muito mal contada, permitir acesso ao crédito (o mais caro do mundo) para comprar carro em 80 meses, massificar créditos consignados, atolando em dívidas aposentados e funcionários públicos foram, dentre outras medidas demagógicas, os grandes trunfos que o PT usou e que não poderá utilizar mais. O que fez a oposição quanto a estes temas? Absolutamente nada. Deitou-se sobre temas recentes, como a corrupção, sem a coragem de oferecer respostas e soluções ao eleitor. Por isto, perdeu e vai tornar a perder.
Fazer oposição é simples. Basta ter um excelente motivo. Tirar Dilma para colocar Aécio? Tá certo. Basta que me ofereçam motivos razoáveis. Vencer Lula na próxima eleição irá requerer um projeto político que faça o eleitor novamente ambicionar mudanças, desejar um novo estado das coisas, cobiçar algo novo e possível. Se não conseguirem personificar estes pontos, é melhor deixar como está.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Conselhão Gaudério de Censura


Roubo virou erro, criminoso virou aloprado, caixa dois virou recurso não contabilizado, favela virou comunidade (ou complexo), Palocci, inocentado, virou ministro de novo e José Dirceu também é puro e inocente como bebê. Lula é um estadista, Ahmadinejad é "companheiro" e a conivência com o tráfico e a milícia virou "UPP". A televisão do Franklin Martins virou TV pública, Dilma é uma democrata e Gilberto Carvalho nada tem a ver com o assassinato de Celso Daniel.
O mensalão nunca existiu, Erenice Guerra não sabia de nada e o marido da "Maria Caveirão" nada tem a ver com petróleo nem com a Petrobrás. Haddad não tem culpa dos repetidos erros do Enem, assim como a saúde pública brasileira está próxima da perfeição, segundo Lula.
Agora mais recentemente, censura virou Conselho de Comunicação Social e perseguição à imprensa é chamada de controle social. Preste atenção quando você ouvir um petista usando a palavra "social". É para tomar algum de alguém, para se apossar do que não lhe pertence, para usar as "forças sociais" contra quem não é "companheiro".
O argumento é que concessão de rádio e TV é prerrogativa do poder executivo para cidadãos brasileiros e que "precisa de fiscalização". Para a turma do grande PT, no entanto, fiscalizar significa criar mais boquinhas para a "companheirada", mais interfaces para a propina e a corrupção. Em qualquer ação, um jogo de palavras fáceis de decifrar. O que eles querem é determinar o que nós devemos ou não ver e ouvir. Nada é mais imundo, covarde e nojento do que isto.
O que os sindicatos apelegados e atopetados de jornalistas incompetentes, desprovidos de qualquer talento profissional – sim, incompetentes, sem talento, TODOS sem exceção – querem é ter poder sem ter de trabalhar, mandar sem precisar liderar, desagregar e não valorizar. Basta que se dê a eles um Conselho de Comunicação Social para vermos que a pré-história é logo ali, duas quadras depois do Governo Olívio Dutra, virando à esquerda na rua que nos leva às trevas de novo.
Será um conselho gaudério de censura que, infelizmente, não terá muito que fazer. Ou alguém ainda não sabe que a mídia gaúcha deu vitória a Tarso Genro, detonando um governo complicado, mas de excelentes resultados como o de Yeda Crusius? Alguém ainda se engana ao imaginar que nossos jornais e canais de rádio e TV não estão completamente à mercê do PT?
Neste caso, despeço-me dos temas políticos nesta data. Irei agora para um período de autoflagelo. Lerei semanalmente os textos do Paulo Tiaraju e me lembrarei daquele personagem do Jô Soares que dizia "eu me odeio". Depois de sofrer pela ausência da pauta política na minha vida, lerei apenas livros de culinária e coisas sobre novelas. Do jeito que a coisa vai, é o que mais terá nas capas de jornais brasileiros muito em breve.

 

domingo, 14 de novembro de 2010

Panamericano, a história se repete.


Tão cheio de falcatruas, o nome do banco deveria ser Bolivariano, homenagem explícita ao descaso e ao iminente desastre que se aplaca quando alguém que não tem competência e responsabilidade decide tocar um negócio. O escândalo do Panamericano ainda nem começou, ainda vai envolver muito mais a Caixa Federal, ainda vai envolver Lula e seus capangas de dentro da instituição. O que aconteceu lá, meus amigos, minhas amigas, é o mesmo que está acontecendo no Brasil inteiro. Não se iludam, portanto. O final será o mesmo, mesmíssimo.
Então o Banco Central do Brasil não sabia da duplicidade de carteiras de crédito quando a Caixa Federal aportou mais de 700 milhões de reais no banco do Silvio Santos? As consultorias Deloitte e Fator, empresas de elevado teor ético e técnico, não viram o rombo, os juros inexplicáveis pagos a aplicações financeiras? O "banqueiro" Silvio e seu cunhado "Palladino" (piada pronta do Zé Simão) nada sabiam sobre um rombo de 2,5 bilhões de reais? E o tal Fundo Garantidor, quem foi o poderoso que disse para emprestarem esta mixaria ao Silvio Santos? Quem foi que obrigou o fundo a emprestar a este montante ao Silvio Santos e sua turma?
O que a maioria dos brasileiros não se apercebeu é que não se trata de um caso isolado. É Erenice com seu marido da Unicel daqui e agora Caveirão e seu esposo "Colin Vaughn" dali. As mulheres no governo do PT repassam "recursos" para seus maridos e depois alegam que as coisas não estão relacionadas, que não houve tráfico de influência ou qualquer outra irregularidade. Este tipo de conchavo que aflora a partir das incompetências e irresponsabilidades governamentais petistas redunda em prejuízo não apenas porque o crime não compensa, mas porque até o crime de desvio ou de corrupção é parte indivisível do processo de gestão petista. São raríssimos os casos onde há petista gerindo algo sem que haja falcatruas orbitando. Eu, particularmente, não conheço nenhum até agora.
Vivemos um momento de inchaço, de falsa plenitude. Os roubos e as falcatruas chegarão um dia às nossas portas. Vamos ter de pagar estas infindáveis contas decorrentes da corrupção e das influências maldosas e que nada temem à lei e suas penas. Ainda teremos que encarar esta "fatura" e ela deverá ser paga com muita dor e muita raiva. Mas terá de ser paga. Será perto do dia em que processarmos novamente a máxima de que a corrupção é inerente à política. Roubar e fazer faz parte. Roubar muito mais do que fazer é coisa de petista na gestão da coisa pública. E isto eu provo com uma simples busca no Google.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Todos por todos


Por Ana Freitas – Estadão 11/11/2010
 Imagina conseguir organizar gente do mundo todo para financiar o seu empreendimento. Centenas de pessoas doando pequenas quantias de dinheiro que, somadas, atingem o valor necessário para colocar sua ideia em prática. Dá pra fazer isso no Kickstarter.com, uma plataforma de crowfunding, uma modalidade de crowdsourcing.
No Kickstarter, os idealizadores do Diaspora, uma espécie de Facebook de código aberto, apresentaram seu projeto e definiram o objetivo: eles precisavam de US$ 10 mil em doações. As 6.479 pessoas que deram dinheiro para os estudantes da Universidade de Nova York foram bem além. Eles arrecadaram mais de US$ 200 mil.
O crowdsourcing – contração dos termos em inglês "crowd", multidão; e "source", fonte – está espalhado por toda internet. Todo site ou serviço online que depende da boa vontade ou da colaboração de muita gente ao mesmo tempo é uma iniciativa que emprega a força da multidão – e são exemplos de crowdsourcing a Wikipedia, o Yahoo! Respostas e os mapas colaborativos do Google.
Nacional. A novidade é que essa tendência está finalmente funcionando por aqui. O melhor exemplo até um ano atrás era a versão em português da Wikipedia, mas isso tem mudado nos últimos meses. Programadores, empresários e grupos independentes começaram a colocar em prática projetos que contam com a multidão conectada como força-motriz.
E, principalmente, porque estas multidões começaram a se engajar e produzir. Além da Wikipedia, surgem por aqui outros casos de sucesso em crowdsourcing. Como o da Fiat, que desenvolveu um carro em Creative Commons usando sugestões de mais de 17 mil pessoas, ou o Queremos Belle & Sebastian no Rio, projeto independente de fãs da banda escocesa que se uniram para financiar, sozinhos, a vinda do grupo para shows no Brasil.
Inspirados em iniciativas que deram certo, startups brasileiras na área estão começando a dar as caras. Conheça mais em http://blogs.estadao.com.br/link/todos-por-todos/