sábado, 4 de setembro de 2010

CARTA A BEN KINSGLEY


Dear Sir
Krishna Pandit Bhanji
A.K.A. Ben Kingsley
Even though your superb acting in the movie Gandhi and your deserved Academy Award achievement, even though your magnificent career, when you say that "Lula's history is even bigger than Gandhi's", you declare your complete lack of respect and information regarding both biographies.
Your evaluation about Lula's life is almost totally based on a (poor) movie (financed heavily by public money). However, despite the understanding that you possess little information for saying such galactic nonsense, on behalf of the Mahatma Gandhi, you couldn't be more wrong. Your comparison is an offense not only to the citizens of India, but to the citizens of Brazil as a whole. I can be even clearer.
In Brazil, people that know the Gandhi saga would never set the comparison with Lula's. It would be an outrage and nothing less. In Brazil, people that DO NOT KNOW the history and what Gandhi represents, IF THEY KNEW, they would repel such comparison too. As you can see, you are the only person in the world that demonstrates such terrible lack of information and a complete ignorance about the universal facts.
However, you ought to have your personal reasons. The only remarkable role you ever played was Gandhi and, by deduction, it was not as good for you as it should be. Your personal matters, on the other hand, do not authorize you to offend Gandhi comparing his life with our Lula.
Gandhi dedicated his life to the wider purpose of discovering truth, or Satya. He tried to achieve this by learning from his own mistakes and conducting experiments on himself. He called his autobiography The Story of My Experiments with Truth.
And Lula is the opposite of all that. Lula is becoming a master liar and an authoritarian leader that really is in war with democracy and the truth on a daily basis. Lula does not fight against oppression. He is the oppression. Lula does not defend human rights, freedom of speech and ethics. Lula is everyday more like his friends Chávez, Ahmadinejad and Fidel Castro.
Finally, Mr. Kingsley, it is always time to regret and ask for indulgence.
And I beg Shiva have mercy on your soul for such pathetic statement.


Glauco Fonseca

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quem precisa de censura?


Dia desses, um jornalista catarinense dos bons e amigo melhor ainda me confidenciou, magoado, que estava sofrendo pressões do veículo no qual trabalha por conta de suas posições políticas. Contou-me que, durante muitos anos, exprimira suas convicções livremente, pois que eram muito semelhantes ao pensamento e a opção editorial dos mesmos veículos, dos mesmos patrões. No caminho da constatação de que as coisas mudaram – e como -, um belo dia ele foi chamado a uma conversa com o editor-chefe, que, por sua vez, havia sido provocado pelo diretor comercial que, por coincidência, era filho do patriarca. Ele foi informado que o cliente privado XPTO estaria tirando a verba da publicação caso ele permanecesse com sua linha de posicionamento. Ao ouvir o relato, perguntei a mim mesmo "quem precisa de uma censura governamental se já temos, entre nós, mecanismos horrorosos de opressão e intimidação, públicos e também privados, capazes de submeter inclusive aqueles que, outrora, foram formidáveis e providenciais líderes de opinião?".
Até mesmo o atual governo se deu conta de que não precisa mais se preocupar com essas polêmicas trivialidades. Descobriu que é muito mais fácil ligar para a agência de propaganda, que liga para o dono do jornal, que chama o jornalista e apela para o seu "bom senso". "Fulano, estou com as mãos atadas e precisamos deste patrocínio...se tu continuares dando porrada, vamos perder esta receita e não poderemos mais arcar com teu polpudo salário...".
Depois desta descoberta, tão vil ou ainda pior do que invasões truculentas e armadas às redações, acabou o estresse de ter de aprovar um projeto como o tal Controle Social da Mídia, proposto e retirado do programa de governo de Dilma no TSE. O repórter aquele está incomodando? Avisa o dono da TV que a concessão dele vai ser questionada, que o BNDES vai abrir uma linha exclusiva para redes que não a dele e manda tirar aquela mídia gigantesca do grupo. O repórter logo terá apenas duas opções: calar-se ou demitir-se.
O problema são os ciclos de persistência, cada vez mais frágeis e desprovidos de qualquer convicção que não se renda às eficazes baionetas econômicas. E o que eu chamo de ciclo de persistência de líderes de opinião de outrora, está com os dias contados. O empresário, dono do jornal ou da TV, mudou de opinião quanto ao capitalismo, à livre iniciativa e à soberania do mercado? Provavelmente não. Sua postura empresarial diante de uma perspectiva não só de sobrevivência, mas de crescimento, ao se aliar aos novos mandatários, esta sim, em vários casos, mudou muito. Afinal de contas, ele é um empresário e não um monge e pode, sim, fazer o que quiser com seu patrimônio. Ficará mal nesta história quem costumava trabalhar com o antigo chefe, aquele que sobreviveu e prosperou nos anos de direita e centro e que, agora, não tem como ser clicado na mesma foto com um chefe que também deseja sobreviver e prosperar em tempos de PT e sua "nova ordem".
Eu disse ao meu amigo, com a sinceridade que ele sempre me mereceu, que ou ele mudava de lado ou de profissão. O Brasil não precisa mais de uma censura verde-oliva. O Brasil tem hoje uma censura capitalista, ainda mais implacável, pública e também privada, que, se por um lado não confisca computadores, assim o faz com vozes, textos, imagens.
A história da nova censura brasileira poderá ser bem pior do que a da Venezuela de Chávez e sua Globovisión.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

As mulheres da Pérsia


A mulher é um ser em constante evolução, diferente do homem, que vem demonstrando evidentes sinais de obsolescência e decadência. Em pleno século XXI, ainda há mulheres que usam burcas, que se submetem à poligamia, que apanham quietas e que sofrem no mais completo silêncio. Se as mulheres estão a evoluir, é porque ainda há muito soutien a rasgar, muito agressor doméstico a denunciar, muito voto a corrigir. Já nós, os homens, aproximamo-nos cada vez mais da inteligência dos répteis.
Os sinais da evolução feminina, no entanto, não guardam sincronia com suas reações. Sequer foi localizado o corpo de uma moça chamada Eliza Samúdio, vítima de violência por parte de uma gangue liderada por um goleiro, sendo este último o provável autor e também co-autor de um assassinato e pouco se vê de revolta por parte das mulheres. Agora, a iraniana Sakineh, após receber 99 chibatadas por um suposto adultério, será enterrada até o pescoço e apedrejada em praça pública. Isto acontecerá nos próximos dias, no Irã, por conta de um "crime" que sequer foi comprovado. Lá é assim. Basta que o marido desconfie da mulher para que ela vire alvo de pedradas e que morra com o crânio em pedaços.
Mas as mulheres são assim mesmo. Infelizmente sofrem insanamente silenciosas. Isto quando não são coniventes com seus algozes, o que também não é muito raro de acontecer. Ao contrário do que possa parecer, entretanto, elas evoluem constantemente, como mães, amigas, irmãs e filhas. Não nos deixemos iludir por sua leveza e discrição. Mulheres são fortes como a pedra que lhes jogam na Pérsia. Aos homens, um dia, elas mostrarão realmente que manda.
Enquanto este tempo não chega, a luta continua. As conquistas femininas se sucedem (elas hoje podem até fumar na frente dos homens!) e já temos duas candidatas à presidência da república do Brasil – Dilma e Marina, contra apenas um Zé e um Salgado. São duas mulheres guerreiras, chefes de suas famílias e líderes em constante evolução. Só não abrem a boca para saber que fim levou Eliza Samúdio nem tampouco levantam a voz para defender Sakineh dos aiatolás que lhes esfolam covardemente. A mulher que Lula inventou, pra lá de Teerã, dirá apenas o que Lula quer que ela diga. Nada mais.
Portanto, Sakineh e Samúdio, fica aqui a minha solidariedade. Eu só voto em mulher que se levanta contra os escorpiões persas ou os assassinos covardes. Em mulher que só faz o que lhes mandam fazer, votem as mulheres que ainda não sabem sequer que já podem até mesmo...votar!
Viva as mulheres da Pérsia. Viva Sakineh.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Que legal!


Mandei um comentário para o Blog do Augusto Nunes e recebi um carinho típico de quem é qualificado e talentoso como ele. Ele não apenas me respondeu carinhosamente como me gerou novos leitores, os quais eu chamo aqui, carinhosamente, de amigos. Dois em especial: o Charles A. e o Inaldo Duprat. Meu forte abraço a eles e o meu compromisso de continuar. Por prazer e por incrível que pareça, por obrigação quase patriótica. Vou fazendo minha parte.

sábado, 17 de julho de 2010

Leia. Identifique-se.


Um erro repetido é apenas um erro que não pára de acontecer. Houvesse algum aprendizado, um engano recidivo poderia, quem sabe um dia, deixar de ocorrer. Poderia até mesmo se tornar um acerto futuro, acreditam os poetas, os otimistas e os incautos. Humanos erram, pois é de sua constituição. Insistir no erro é burrice e insistir ainda mais é típico de alguns partidos políticos em tempos de eleição.
Minha tese eclodiu a partir da libertação de alguns presos políticos de Cuba, graças a um bem sucedido esforço espanhol. Lula tem sido criticado porque esteve no reino dos Castro apenas um dia antes da morte de um desses prisioneiros, após mais de dois meses de greve de fome e preferiu criminalizá-los ao invés de reconhecer sua situação, incompreensível nos dias atuais. Pensei, cá comigo, que este tipo de crítica a Lula e ao Itamaraty é coisa típica de ... petistas! Cá estamos fazendo críticas a um presidente que está se lixando para direitos humanos, que visita e faz mesuras a ditadores sanguinários, que está ao lado de quem deseja a bomba atômica para produzir um novo holocausto.
Aqueles que, como eu, não cultuam o lulismo, ficam dando pitacos a respeito do que Lula faz ou deixa de fazer, como se fossem esquerdinhas dos anos 70 ou 80 e acreditam piamente que, se criticarem Dilma por causa de sua dislexia, farão com que ela fracasse eleitoralmente. Estamos nós, do lado oposto, como fazia o pessoal da esquerda de 40 anos atrás, com a certeza de que Serra será presidente por causa de dossiês que foram descortinados, com a garantia de que a revista Veja apresentará na semana que vem uma bomba que fará tremer o planalto, com fé a cristã parcial de que o bem sempre triunfa e que o mal será banido da face da terra.
Achamos que um video de Dilma no Youtube fará com que o PT repense suas estratégias. Pensamos que campanhas no Orkut e estratégias via "grupos sociais" farão a grande diferença nestas eleições. Erros repetidos.
Vamos às verdades.
Lula não está nem aí para Cuba e para os "direitos humanos e liberdades individuais". Lula e Dilma não dão a mínima para o meio ambiente, estão mais afim de nos fazer engolir hidrelétricas, de transpor rios e de se abraçar com Ahmadinejad e Chávez, muito mais do que com a turma de Israel e de Obama. Lula e Dilma estão se lixando para a lei eleitoral. Pior. Estão debochando por sobre o ombro de juízes e ilustres magistrados brasileiros, estes bacanas que deveriam preservar sua fração de poder e o estado democrático e republicano. Nós, os bacaninhas, é que estamos dando atenção para a lei, estamos preocupados com o efeito-estufa, com a aborrecida e restaurada camada de ozônio e estamos preocupadíssimos com os pobrezinhos dos cubanos presos injustamente. Nós somos a direita bacana, versão mais recente do maluco-beleza do petismo primordial. Somos, portanto, os adversários políticos que Lula e Dilma pediram a Deus. Nós é que somos eles...ontem.
Deveríamos nos dar conta de que Cuba é problema de cubanos – e se merecem (assim pensa Lula!), que Dilma foi assaltante de banco, terrorista e ladra de cofre, que o PT irá tentar amordaçar a liberdade de imprensa (já é até oficial e ficamos apenas trocando e-mails a respeito do assunto), que o Partido de José Dirceu já passou da fase de ter medo e agora está prestes a proporcioná-lo com suas idéias ditatoriais e anti-democráticas. Lula, Dilma e o PT não poderiam ser mais politicamente incorretos. Estão deitando e rolando e, desse jeito, vão ganhar a eleição.
Nós somos os novos bichos-grilos, ligados na paz universal (coisa que Lula promove exatamente o contrário). Somos os new-ripongas, alienados cibernéticos politicamente corretos, limpinhos e engomados que cometerão mais um erro.
Dentro em breve estaremos nas ruas gritando "diretas já".

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O CONTROLE SOCIAL DE DILMA


Dilma Roussef e o PT, juntamente com o Forum de São Paulo, Chávez, Morales, Kirschners, Ahmadinejads e outros tantos "democratas" desejam implantar um tal de "controle social" da mídia no Brasil. Já tentaram, não conseguiram e tentarão de novo, se nós deixarmos (a Câmara e o Senado topam, se o negócio for bom). Para os petistas, controle social significa o governo controlando setores. A mídia, para este grupo, é um setor que precisa urgentemente de "controle social".
Primeiro, vamos ao nosso amansa-burro digital, o bom e jovem Google. Coloque lá "o que é controle social" e verá várias definições. A mais comum é a seguinte:
O Controle Social é a participação da sociedade civil nos processos de planejamento, acompanhamento, monitoramento e avaliação das ações da gestão pública e na execução das políticas e programas públicos. Trata-se de uma ação conjunta entre Estado e sociedade em que o eixo central é o compartilhamento de responsabilidades com vistas a aumentar o nível da eficácia e efetividade das políticas e programas públicos.
Veja lá, caro leitor, o que REALMENTE significa controle social. Trata-se de um controle POR PARTE DA SOCIEDADE e não de governos. Trata-se da SOCIEDADE CONTROLANDO GOVERNOS, GESTÕES PÚBLICAS e não de governos controlando gestões privadas.
Assim, meu caro leitor, sempre que você ler que Dilma e o PT desejam o tal "controle social da mídia", entendam que desejam, na verdade, amordaçar, calar, ameaçar, subjugar, cabrestar, intimidar e fazer com que se divulguem apenas notícias de interesse "da sociedade". Que sociedade é esta? A deles! A sociedade deles já produziu mensalão, dólares em cueca, aloprados e outros tantos "descontroles".
Na verdade, precisamos controlar socialmente este governo Lula e o PT. O TSE não tem pulso firme para isto e só o que fazem é soltar multinhas por propaganda eleitoral antecipada. O STF está loteado por petistas e o judiciário, como sempre, aderna e faz parecer que não é com ele. O poder legislativo é um fiasco, um balcão de negócios tão limpo quanto um aterro sanitário dos grandes. O que fazer, então?
Votar em qualquer um, menos em alguém que propõe controlar os outros sem controlar a si próprio. Mas vote em alguém de quem se poderá cobrar as promessas depois. A turma do PT já provou que para pagar é ruim. Mas pra receber...

Médio, mediano, medíocre




Ainda bem que não tivemos de engoli-lo. Já pensou ter de engolir Dunga, depois de tanto futebol médio, jogadores medianos e final medíocre? O que poderia ter ocorrido de pior, por mais que paradoxal, seria a seleção brasileira ter vencido a Copa do Mundo. Não venceu. É claro que todos queríamos que ela vencesse, mas não se pode confundir as coisas. O que resulta desta aventura anã, protagonizada pelo rabugento técnico da seleção, é um conjunto de lições e de aprendizados que não devem se aplicar somente ao futebol e sim a todo um contexto nacional.

Primeiro aprendizado: Tudo em excesso é ruim. Disciplina em excesso, poder em excesso, mau humor e falta de educação em excesso. Alegria demais também é prejudicial, assim como a falta total de organização. O que fica para aprender é, portanto, que o equilíbrio nem sempre é resultado de "gestão" e sim de bom senso, de prudência, de aceitação da imperfeição e da melhoria do que favorece a busca pelo que há de melhor. Dunga foi um disciplinador excessivo, um turrão briguento e mal-criado e, diante deste perfil autoritário e desaforado, ainda bem que perdeu (já pensou se este comportamento vira modelo perto de eleição?).

Segundo aprendizado: Não se deve abrir mão de talentos verdadeiros, mesmo que sejam "menos obedientes". O "processo de gestão" de Dunga foi o de nivelar pelo médio (autoavaliação?) e não pelo topo. Jogadores obedientes que erraram passes, gols, cavaram cartões amarelos e expulsões deram a tônica de uma maneira de gerenciar que tinha mais a ver com uma fábrica de segunda categoria e menos com um time de futebol em Copa do Mundo. Talento é talento, senhor Dunga. Se o senhor não gosta muito de trabalhar com gente muuuito melhor do que o senhor, então saia de lado porque NADA segura o talento. Ditadores, egocêntricos e obnubilados, a estes sim lhes prejudica o talento alheio.

Terceiro aprendizado: Verdade não é uma só e jamais possuirá dono. E a verdade é que o time do Brasil na Copa era mediano. Melhorá-lo seria uma função direta e simples do entendimento de que poderia ter sido melhorado mais a singela constatação de que – sim – isto seria perfeitamente possível. Havia alternativas clamadas pela população curtidora de futebol e também apontadas por cronistas esportivos de todo o país. Os autocratas, no entanto, colocam-se acima da verdade, condenando opiniões contrárias, principalmente da tal "mídia", esta instituição nefasta que sempre acaba assombrando os néscios e obtusos.

Não ganhamos a Copa. Que pena.

Não tivemos de engolir Dunga. Ainda bem!

Eu realmente acho que o Brasil, afinal de contas, acabou ganhando esta partida.