sexta-feira, 11 de novembro de 2011

“The song remains the same”

Na luz do Sol da Califórnia, na doce chuva de Calcutá,
na Honolulu estrelada, a canção continua a mesma.

“The song remains the same”, a música, que também dá título a álbum da banda britânica Led Zeppelin, completa 38 anos em 2011. Por mais que a gente viaje, a música continua a mesma. Quanto mais evoluímos - ou simplesmente envelheçamos - a música permanece a mesma. Ainda bem! A música sempre foi global, universal, mesmo nos tempos de Mozart, quando só se podia ouvi-la em salas de concerto ou teatros muito chiques. Em geral, por mais que o tempo passe, Led Zeppelin continua a ser o mesmo, a despeito das costas encurvadas e das rugas de seus integrantes.
A música é cada vez mais a mesma em iPods ou iPads. Só o que muda são os gadgets. Passei por um adolescente no colégio do meu filho que ouvia Rush no seu MP3. Tudo muda menos a música, que permanece a mesma. Menino de 12 anos ouvindo banda de 30, 40 anos. Nada mais cool do que isto. “Épico”, como eles diriam. Observando a galerinha a gente se convence que tudo muda na mesma direção. Do Walkman dos anos 80 aos multiplayers de hoje, continua rodando Metallica, Sepultura, Yes, Black Sabbath. Enquanto o menino ouve as músicas, lê os “posts” no Twitter ou acessa seu Facebook. Nada é mais antigo e “out” do que o Orkut, que é mais recente do que o neto mais novo do Jimmy Page. O Napster é um fóssil pré-histórico. O Led Zeppelin jamais será. O menino com os fones enormes nos ouvidos nem sabe o que foi o tal do Napster. Mas conhece e respeita Robert Plant.
A tecnologia que se acopla a nós, nossas roupas e estilos de vida é cada vez mais íntima e menos invasiva. Os usuários se adequam aos hábitos que acompanham as instruções de uso de seus novos gizmos. Eu acredito nessa rapaziada e descubro que é cada vez mais raro o som de celulares no cinema. Cada vez há mais celulares e mais pessoas educadas também. A educação é como um fone de ouvido. É um acessório que vem junto. Quando vejo uma garota com fones de ouvido, vejo alguém conectado com algo bom. Muito melhor ouvir a Katy Perry ou a Lilly Allen do que um chato qualquer ao vivo e a cores. Garotas são menos “clássicas” do que os meninos. Continua sendo muito mais difícil entender as meninas do que os meninos. E até nisto a música permanece a mesma.
Os cinemas cada vez mais lotados não parecem perder espaço para os tablets. Um vídeo curto ou um episódio de Gossip Girl até vá lá. Quando quiser encontrar um “noob”, vá ao cinema. Ele vai estar lá em alguma horda bárbara, trocando SMS com seu parceiro do lado. As livrarias também parecem ser um bom negócio. Também vendem Blurays, DVDs e CDs. Mas o gordo do faturamento é livro mesmo. “Diário de um Banana” já está na quinta edição e as seções de literatura teen são as mais visitadas por teenagers, claro. Mas não só por eles. The book remains the same. People remain the same. E gente não quer só comida. Comida é pasto. Viva o Titãs.
A visão tranquila que eu tenho não é compartilhada por muitos. Tecnologia pra mim é uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais. Uns acreditam que, daqui pra frente, tudo vai ser diferente, você tem que aprender a ser gente. Pois é assim mesmo. Pegue a esteira e o chapéu e toque pra praia que o sol já vem. Leve seu iPhone ou seu Android com você e seja feliz. Se quiser responder ou mandar e-mails, fique à vontade. Os fones de ouvido não cresceram apenas para melhorar o som. Aumentaram também para afastar os chatos, que também, infelizmente, permanecem os mesmos e vivem como nossos pais.

“The song remains the same”

Na luz do Sol da Califórnia, na doce chuva de Calcutá,
na Honolulu estrelada, a canção continua a mesma.

“The song remains the same”, a música, que também dá título a álbum da banda britânica Led Zeppelin, completa 38 anos em 2011. Por mais que a gente viaje, a música continua a mesma. Quanto mais evoluímos - ou simplesmente envelheçamos - a música permanece a mesma. Ainda bem! A música sempre foi global, universal, mesmo nos tempos de Mozart, quando só se podia ouvi-la em salas de concerto ou teatros muito chiques. Em geral, por mais que o tempo passe, Led Zeppelin continua a ser o mesmo, a despeito das costas encurvadas e das rugas de seus integrantes.
                                                                                                                 
A música é cada vez mais a mesma em iPods ou iPads. Só o que muda são os gadgets. Passei por um adolescente no colégio do meu filho que ouvia Rush no seu MP3. Tudo muda menos a música, que permanece a mesma. Menino de 12 anos ouvindo banda de 30, 40 anos. Nada mais cool do que isto. “Épico”, como eles diriam. Observando a galerinha a gente se convence que tudo muda na mesma direção. Do Walkman dos anos 80 aos multiplayers de hoje, continua rodando Metallica, Sepultura, Yes, Black Sabbath. Enquanto o menino ouve as músicas, lê os “posts” no Twitter ou acessa seu Facebook. Nada é mais antigo e “out” do que o Orkut, que é mais recente do que o neto mais novo do Jimmy Page. O Napster é um fóssil pré-histórico. O Led Zeppelin jamais será. O menino com os fones enormes nos ouvidos nem sabe o que foi o tal do Napster. Mas conhece e respeita Robert Plant.

A tecnologia que se acopla a nós, nossas roupas e estilos de vida é cada vez mais íntima e menos invasiva. Os usuários se adequam aos hábitos que acompanham as instruções de uso de seus novos gizmos. Eu acredito nessa rapaziada e descubro que é cada vez mais raro o som de celulares no cinema. Cada vez há mais celulares e mais pessoas educadas também. A educação é como um fone de ouvido. É um acessório que vem junto. Quando vejo uma garota com fones de ouvido, vejo alguém conectado com algo bom. Muito melhor ouvir a Katy Perry ou a Lilly Allen do que um chato qualquer ao vivo e a cores. Garotas são menos “clássicas” do que os meninos. Continua sendo muito mais difícil entender as meninas do que os meninos. E até nisto a música permanece a mesma.

Os cinemas cada vez mais lotados não parecem perder espaço para os tablets. Um vídeo curto ou um episódio de Gossip Girl até vá lá. Quando quiser encontrar um “noob”, vá ao cinema. Ele vai estar lá em alguma horda bárbara, trocando SMS com seu parceiro do lado. As livrarias também parecem ser um bom negócio. Também vendem Blurays, DVDs e CDs. Mas o gordo do faturamento é livro mesmo. “Diário de um Banana” já está na quinta edição e as seções de literatura teen são as mais visitadas por teenagers, claro. Mas não só por eles. The book remains the same. People remain the same. E gente não quer só comida. Comida é pasto. Viva o Titãs.

A visão tranquila que eu tenho não é compartilhada por muitos. Tecnologia pra mim é uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais. Uns acreditam que, daqui pra frente, tudo vai ser diferente, você tem que aprender a ser gente. Pois é assim mesmo. Pegue a esteira e o chapéu e toque pra praia que o sol já vem. Leve seu iPhone ou seu Android com você e seja feliz. Se quiser responder ou mandar e-mails, fique à vontade. Os fones de ouvido não cresceram apenas para melhorar o som. Aumentaram também para afastar os chatos, que também, infelizmente, permanecem os mesmos e vivem como nossos pais.

“The song remains the same”

Na luz do Sol da Califórnia, na doce chuva de Calcutá,
na Honolulu estrelada, a canção continua a mesma.

“The song remains the same”, a música, que também dá título a álbum da banda britânica Led Zeppelin, completa 38 anos em 2011. Por mais que a gente viaje, a música continua a mesma. Quanto mais evoluímos - ou simplesmente envelheçamos - a música permanece a mesma. Ainda bem! A música sempre foi global, universal, mesmo nos tempos de Mozart, quando só se podia ouvi-la em salas de concerto ou teatros muito chiques. Em geral, por mais que o tempo passe, Led Zeppelin continua a ser o mesmo, a despeito das costas encurvadas e das rugas de seus integrantes.
                                                                                                                 
A música é cada vez mais a mesma em iPods ou iPads. Só o que muda são os gadgets. Passei por um adolescente no colégio do meu filho que ouvia Rush no seu MP3. Tudo muda menos a música, que permanece a mesma. Menino de 12 anos ouvindo banda de 30, 40 anos. Nada mais cool do que isto. “Épico”, como eles diriam. Observando a galerinha a gente se convence que tudo muda na mesma direção. Do Walkman dos anos 80 aos multiplayers de hoje, continua rodando Metallica, Sepultura, Yes, Black Sabbath. Enquanto o menino ouve as músicas, lê os “posts” no Twitter ou acessa seu Facebook. Nada é mais antigo e “out” do que o Orkut, que é mais recente do que o neto mais novo do Jimmy Page. O Napster é um fóssil pré-histórico. O Led Zeppelin jamais será. O menino com os fones enormes nos ouvidos nem sabe o que foi o tal do Napster. Mas conhece e respeita Robert Plant.

A tecnologia que se acopla a nós, nossas roupas e estilos de vida é cada vez mais íntima e menos invasiva. Os usuários se adequam aos hábitos que acompanham as instruções de uso de seus novos gizmos. Eu acredito nessa rapaziada e descubro que é cada vez mais raro o som de celulares no cinema. Cada vez há mais celulares e mais pessoas educadas também. A educação é como um fone de ouvido. É um acessório que vem junto. Quando vejo uma garota com fones de ouvido, vejo alguém conectado com algo bom. Muito melhor ouvir a Katy Perry ou a Lilly Allen do que um chato qualquer ao vivo e a cores. Garotas são menos “clássicas” do que os meninos. Continua sendo muito mais difícil entender as meninas do que os meninos. E até nisto a música permanece a mesma.

Os cinemas cada vez mais lotados não parecem perder espaço para os tablets. Um vídeo curto ou um episódio de Gossip Girl até vá lá. Quando quiser encontrar um “noob”, vá ao cinema. Ele vai estar lá em alguma horda bárbara, trocando SMS com seu parceiro do lado. As livrarias também parecem ser um bom negócio. Também vendem Blurays, DVDs e CDs. Mas o gordo do faturamento é livro mesmo. “Diário de um Banana” já está na quinta edição e as seções de literatura teen são as mais visitadas por teenagers, claro. Mas não só por eles. The book remains the same. People remain the same. E gente não quer só comida. Comida é pasto. Viva o Titãs.

A visão tranquila que eu tenho não é compartilhada por muitos. Tecnologia pra mim é uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais. Uns acreditam que, daqui pra frente, tudo vai ser diferente, você tem que aprender a ser gente. Pois é assim mesmo. Pegue a esteira e o chapéu e toque pra praia que o sol já vem. Leve seu iPhone ou seu Android com você e seja feliz. Se quiser responder ou mandar e-mails, fique à vontade. Os fones de ouvido não cresceram apenas para melhorar o som. Aumentaram também para afastar os chatos, que também, infelizmente, permanecem os mesmos e vivem como nossos pais.

“The song remains the same”


Na luz do Sol da Califórnia, na doce chuva de Calcutá,
na Honolulu estrelada, a canção continua a mesma.

“The song remains the same”, a música, que também dá título a álbum da banda britânica Led Zeppelin, completa 38 anos em 2011. Por mais que a gente viaje, a música continua a mesma. Quanto mais evoluímos - ou simplesmente envelheçamos - a música permanece a mesma. Ainda bem! A música sempre foi global, universal, mesmo nos tempos de Mozart, quando só se podia ouvi-la em salas de concerto ou teatros muito chiques. Em geral, por mais que o tempo passe, Led Zeppelin continua a ser o mesmo, a despeito das costas encurvadas e das rugas de seus integrantes.
                                                                                                                 
A música é cada vez mais a mesma em iPods ou iPads. Só o que muda são os gadgets. Passei por um adolescente no colégio do meu filho que ouvia Rush no seu MP3. Tudo muda menos a música, que permanece a mesma. Menino de 12 anos ouvindo banda de 30, 40 anos. Nada mais cool do que isto. “Épico”, como eles diriam. Observando a galerinha a gente se convence que tudo muda na mesma direção. Do Walkman dos anos 80 aos multiplayers de hoje, continua rodando Metallica, Sepultura, Yes, Black Sabbath. Enquanto o menino ouve as músicas, lê os “posts” no Twitter ou acessa seu Facebook. Nada é mais antigo e “out” do que o Orkut, que é mais recente do que o neto mais novo do Jimmy Page. O Napster é um fóssil pré-histórico. O Led Zeppelin jamais será. O menino com os fones enormes nos ouvidos nem sabe o que foi o tal do Napster. Mas conhece e respeita Robert Plant.

A tecnologia que se acopla a nós, nossas roupas e estilos de vida é cada vez mais íntima e menos invasiva. Os usuários se adequam aos hábitos que acompanham as instruções de uso de seus novos gizmos. Eu acredito nessa rapaziada e descubro que é cada vez mais raro o som de celulares no cinema. Cada vez há mais celulares e mais pessoas educadas também. A educação é como um fone de ouvido. É um acessório que vem junto. Quando vejo uma garota com fones de ouvido, vejo alguém conectado com algo bom. Muito melhor ouvir a Katy Perry ou a Lilly Allen do que um chato qualquer ao vivo e a cores. Garotas são menos “clássicas” do que os meninos. Continua sendo muito mais difícil entender as meninas do que os meninos. E até nisto a música permanece a mesma.

Os cinemas cada vez mais lotados não parecem perder espaço para os tablets. Um vídeo curto ou um episódio de Gossip Girl até vá lá. Quando quiser encontrar um “noob”, vá ao cinema. Ele vai estar lá em alguma horda bárbara, trocando SMS com seu parceiro do lado. As livrarias também parecem ser um bom negócio. Também vendem Blurays, DVDs e CDs. Mas o gordo do faturamento é livro mesmo. “Diário de um Banana” já está na quinta edição e as seções de literatura teen são as mais visitadas por teenagers, claro. Mas não só por eles. The book remains the same. People remain the same. E gente não quer só comida. Comida é pasto. Viva o Titãs.

A visão tranquila que eu tenho não é compartilhada por muitos. Tecnologia pra mim é uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais. Uns acreditam que, daqui pra frente, tudo vai ser diferente, você tem que aprender a ser gente. Pois é assim mesmo. Pegue a esteira e o chapéu e toque pra praia que o sol já vem. Leve seu iPhone ou seu Android com você e seja feliz. Se quiser responder ou mandar e-mails, fique à vontade. Os fones de ouvido não cresceram apenas para melhorar o som. Aumentaram também para afastar os chatos, que também, infelizmente, permanecem os mesmos e vivem como nossos pais.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tédio Boy Marino

Sai Novais. "Novais tarde?". Entra um sujeito chamado Gastão. Sai um ligado a Sarney, entra outro ligado a Sarney. E Gastão será encarregado de economizar, decerto. Dizem que é a Presidente que nomeia e destitui ministros. Balela. Quem nomeia, manda e desmanda, ainda é Lula e o PMDB. O resto é bobagem. A Polícia Federal fez seu trabalho, deu uma limpada boa no ministério do turismo, mas não chegou com sua vassoura até quem suja e mantém sujo o Brasil. É como a faxineira aqui de casa, que finge que limpa. Eu, fazer o que, finjo que pago bem. Estou louco para dar um pé na minha faxineira.

O rombo no ministério dos transportes chega a 700 milhões de reais. Isto não é um rombo. É um buraco negro que nem Stephen Hawking seria capaz de entender, quanto menos enunciar. As causas do buraco são óbvias. Fechar o buraco é impossível. É coisa de país rico, onde dinheiro abunda e as mazelas são todas enfiadas em nossa paciência eterna.

José Dirceu faz lobby em hotel a metros do Palácio do Planalto. Isto é crime de tráfico de influência escancarado. O presidente da Petrobrás visita o amigo Dirceu e não dá a mínima pelota para a mídia. O que aconteceu depois da matéria da Veja? Nada, é claro. E nada vai acontecer. Aliás, aconteceu sim. Dirceu foi desagravado pelo partido, por Lula e Dilma. Não há crime sem cúmplices e não há impunes sem ratos gerindo sistemas republicanos. Este é o retrato. Chorar de raiva é válido. O ódio, diferentemente do amor, é preciso.

Aqui nos pagos, Tarso governa depois de prometer sabendo que não iria cumprir. Bem feito para o Rio Grande. Não vale dizer que não sabia que Tarso não iria cumprir as promessas de dar aumento a professores e brigadianos. Todo mundo sabia que não ia dar pra cumprir. E votaram assim mesmo, agora "güentem". Tarso é também o governador chique, mestre da retórica, mas não da ação. Até agora, nada e mais nada. Quer dizer, tem o DAER, a Operação Cartola, o Natal Luz e outras ações de "faxina", sempre bem vindas. No DAER, o chefe da comissão de investigação, que nada encontrou, virou presidente. Este até agora o resultado: alguém conseguiu uma bela promoção.

Coisa mais chata está ficando esse negócio de ser contra a corrupção. Eu sou contra a corrupção, mas já estou ficando quase a favor. O lado de lá é bem mais divertido, a bebida é melhor, as mulheres mais bonitas, a paisagem é linda. Aqui, contas pra pagar, rotina impoluta, mas filha da mãe. Corrupção, que antes era crime, agora já é tema com gente contra e a favor. Jisuis! Tomara que eu deixe de ser maragato e decente. E Colorado.

Enquanto isto não acontece, vou vendo o noticiário e acho que está certo pegar no pé de vereador passeador. Isto tem que acabar no Brasil. Já pensou se todos os vereadores do país decidem ir a Foz do Iguaçu passear? Quebra o país! E eu preciso justificar minha existência justa de qualquer jeito. Um repórter famoso me xingou de "insignificante". Ele está certo. Depois disto, também vou tratar de arrumar um vereadorzinho pra bater e chamar de meu.

Nossas façanhas, que é bom, ó...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O blefe surrado do controle da mídia

É batata: Sempre que José Dirceu é flagrado em algo ilícito, lá vem o PT com o papo surrado de regulação da mídia. O partido encontrou uma forma de dar satisfação e sossegar o gerentão das falcatruas, lançando periodicamente o factoide de controle social da mídia ou qualquer coisa que o valha. O PT, no entanto, sofistica-se em suas ameaças. Mais recentemente, questiona com veemência o que ela chama de oligopólio da mídia eletrônica de massa. Quem tem rádio não pode ter TV e quem tem rádio e Jornal que sossegue o pito. E muito mais, sem um mínimo de consistência e sempre discutido a partir de algo muito sujo, escancarado e protagonizado por próceres do partido, ou, quem sabe, antes que algo muito pior seja divulgado...

O blefe agora é o seguinte: Como a Revista Veja não é uma concessão, nada pode ser feito contra ela no estado democrático de direito, a não ser o que hoje é considerado crime contra a propriedade privada. Contra do Estadão, quase a mesma coisa, com a diferença que ela possui uma rádio Eldorado que, se for desligada, nada ou quase nada acontecerá. A Folha de São Paulo, assim como a revista Istoé, também são veículos individuais e independem de concessões públicas. Aí está o caroço de abacate que não passa pela goela do Partido dos Trabalhadores.

Contra veículos não concessionários de licenças de radiodifusão, pouco ou quase nada se pode fazer sem que se queime TODA a Constituição na fogueira escura de uma ditadura. Agora, contra os concedidos, muita coisa se pode fazer, começando por ameaças, o que vem ocorrendo desde janeiro de 2003. O blefe, portanto, agora tende a se sofisticar ainda mais. Continua sendo uma ameaça infame, asquerosa, um desatino de um grupo de pessoas que está caindo pelas beiradas por sua total incompetência e desonestidade. E para piorar, nem oposição o PT possui. Diante desta aberração política nacional, nem ela pode ser culpada pelas cédulas em cuecas.

A estratégia, desta vez, é aumentar o tom da ameaça aos grupos multimídia baseados em redes de rádio e TV, concedidos, portanto. Ao sugerir a uma Rede Globo que seu império poderá ser desmembrado "para bem do povo brasileiro", que um Grupo Record, que comprou a maioria de suas operações ao invés de recebe-las de graça, irá operar apenas esta ou aquela mídia, dois tipos de reação podem ocorrer: alguns grupos poderão se insurgir contra a ideia, engrossando as fileiras das mídias que hoje divulgam os deslizes políticos e outros poderão "negociar" o tema, entendendo aqui tudo que se pressupõe pelo verbo negociar devidamente centrado entre aspas.

Em suma, o PT sabe que pode levar o tema adiante na Câmara e sabe que no Senado também, ainda que com mais dificuldade. Nós já sabemos que tudo isto tem como objetivo pressionar a mídia para aceitar a absolvição de Dirceu, a anistia de Dirceu e a volta triunfal de Dirceu, para executar o projeto de poder do PT que, sem Dirceu, não decolará. Tudo isto é pano de fundo para o PT redimir seu grande líder, chamado pelo Procurador-Geral da República como chefe de uma organização criminosa conhecidíssima por todos como Mensalão.


 

sábado, 27 de agosto de 2011

Jornalismo “de resultados”

Cena um: sujeito gradua-se em engenharia civil e decide construir uma ponte. Só que, ao invés de fazê-la de acordo com as normas e parâmetros que deveria seguir, decide construí-la de acordo com suas "convicções". A ponte até pode resistir, mas a lógica é o desastre anunciado. Cena dois: Médico se forma e se especializa em oncologia. Seus clientes, com raras exceções, irão sucumbir ao câncer, mas ele decide "eliminar o sofrimento" de seus clientes terminais e encerra suas vidas quando lhe dá na venta. Cena três: Juiz determina uma pena que não consta em nenhum código do país, baseando sua sentença apenas em fatores subjetivos e de acordo com a moral e os costumes.

De imediato, quatro fatores comuns permeiam os exemplos acima: ilegalidade, ética ausente ou distorcida, presunção de impunidade e, por fim, onipotência. Quanto mais exigidos os diplomas e as graduações, maiores as chances do sujeito se investir de forças que não possui, de direitos que não goza, de benefícios que não lhe cabem e de honras que não lhe são devidas.

Agora voltemos a falar de jornalismo, profissão tão importante e que, por incrível que pareça, até hoje se autoquestiona quanto à necessidade de diploma universitário. Não é a primeira vez que menciono que existe o jornalismo correto e o jornalismo que poderia compor uma "cena quatro" deste texto. O jornalismo feito pela Revista Veja no Hotel Naoum neste final de semana possui tudo que não deveria possuir uma reportagem de teor tão importante: Nome falso, mentira, falsidade ideológica, covardia e etc. A matéria, sobre as ligações de José Dirceu com tudo e com todos, poderia ter sido mais bem conduzida, melhor escrita e seus protagonistas até poderiam ser premiados, não tivessem adotado métodos criminosos, ilícitos e antiéticos. É o mesmo que dizer "eu roubo porque todo mundo rouba".

Este tipo de jornalismo por aqui no RS é muito conhecido. E incensado, o que é mais preocupante. Eu não lembro, no filme ou no livro de Bob Woodward e Carl Bernstein, de eles terem adotado práticas ilegais para denunciar o presidente Nixon. Eu li, isto sim, como fez Hitler para criar e fortalecer seu Reich, como fez Goebbels para cooptar milhões de "corações e mentes", tudo em cima de factoides, mentiras e ilegalidades. E aquilo foi chamado de "marketing" ou de "propaganda". Nós sabemos que marketing e propaganda que usam a mentira se dão muito mal. O mesmo se dá quando o jornalismo investigativo é apenas um "suposto" jornalismo investigativo.

Há algumas pessoas que dizem: "Não me interessa o método do fulano, o importante é botar bandido e ladrão na cadeia". Esquecem-se que os tais bandidos e ladrões NÃO VÃO para a cadeia por conta da própria ilegalidade presente no bojo, na gênese da formação da prova. Eu desafio qualquer um a provar que eu estou equivocado. Outros alegam que "... esses caras têm mesmo é que serem desmascarados pela mídia". Novamente erram. Eles têm de ser investigados pelas forças policiais, processados pelo império da lei e encarcerados pela força do Estado.

Não nos esqueçamos, contudo, de que estamos no Brasil de Lula, de Sarney e de Calheiros, de Palocci  e de José Dirceu e seus quarentões. Mas se é no Brasil onde os italianos Cacciola e Battisti andam pelas ruas como se fossem gente de bem, é neste mesmo país que precisamos cada vez mais de médicos de primeira, de engenheiros e advogados corretos e de jornalistas que não se deixem sucumbir pela por uma metodologia vagabunda que tanto precisa ser coibida em nosso plantel político nacional.